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Amadeu Gaudêncio - Patrono da Escola-sede

Inserida no plano de atividades da BECRE, no âmbito da rubrica “Personalidades do Mês”, e em jeito de complemento de uma pequena exposição sobre Amadeu Gaudêncio, que esteve patente no “hall” da Escola-Sede e contou com a colaboração dos professores Beatriz Salvador e António Fragoso e de alguns alunos do Curso de Artes, teve lugar no passado dia 18 de dezembro de 2024 uma conversa com a Dra. Susana Gaudêncio, bisneta do ilustre patrono da Escola-sede do Agrupamento e residente de há muitos anos na Nazaré.

Desde logo, e a pedido da nossa convidada, a conversa seria informal e ao sabor das suas memórias familiares e de questões que os alunos presentes lhe fossem colocando. E assim foi. Participaram as três turmas do 11o ano dos Cursos Científico-Humanísticos, que previamente prepararam algumas questões acerca de Amadeu Gaudêncio, aproveitando a oportunidade para efetivamente conhecerem a pessoa que dá nome à Escola que frequentam, e que, como constataram, era para a maioria, se não para a totalidade, um desconhecido.

A convidada, que bem conheceu o seu bisavô, falecido em 1980, recordou então o homem que, nascido na Pederneira em 1889, filho de uma família humilde, vai para Lisboa aos dezoito anos de idade e se torna num dos maiores construtores civis do séc. XX em Portugal, responsável pela construção de edifícios públicos tão icónicos e ainda hoje da maior relevância, como são os hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e de São João, no Porto.

Falou também, como não podia deixar de ser, do homem de família que Amadeu Gaudêncio também foi – é hoje numerosa a sua descendência –, e da sua fidelidade à terra onde nasceu e onde se encontra sepultado. Lembrou as suas ações beneméritas, nomeadamente em prol da Nazaré e das suas gentes, atestando a responsabilidade social do empresário que tinha a consciência cívica de que a riqueza é muito mais útil quando se distribui do que quando apenas se acumula. A casa onde está hoje instalado o Museu Dr. Joaquim Manso, bem como o jardim circundante, e o terreno onde foi edificada a Escola-Sede do Agrupamento são dois exemplos das generosas “ofertas” que o empresário deixou à sua terra natal e aos vindouros. Foi ainda salientado que Amadeu Gaudêncio era um republicano convicto, membro da Maçonaria, sem quaisquer simpatias para com a ditadura salazarista, o que é mais do que uma simples curiosidade na vida de um homem que se fez um grande empresário durante o período do Estado Novo.

A Dra. Susana Gaudêncio trouxe ainda um conjunto de fotografias e outros documentos que foram projetados no final, de alguma forma complementando a conversa havida, que foi proveitosa e que naturalmente agradecemos.

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